Fundamentos

O que é Registro de Incorporação e por que ele vem antes das vendas?

Entenda a função do Registro de Incorporação, quando ele é necessário e como protege incorporador, compradores e empreendimento.

Por Italo Di EleuterioRevisão por Cleyton Correa7 min de leitura

O que o registro comprova

Antes de oferecer futuras unidades ao mercado, é necessário demonstrar que o empreendimento possui uma base documental coerente. O registro não é apenas um protocolo: ele resulta da análise, pelo Registro de Imóveis competente, do memorial e dos documentos aplicáveis ao caso.

A Lei nº 4.591/1964 estabelece que o incorporador somente poderá alienar ou onerar as frações ideais correspondentes às futuras unidades após o registro do memorial de incorporação. Por isso, planejamento comercial e planejamento documental precisam caminhar juntos.

Quais informações são conectadas

  • titularidade, matrícula e histórico do terreno
  • projeto aprovado e características da construção
  • áreas privativas, comuns, totais e frações ideais
  • identificação e discriminação das unidades
  • orçamento, custo global e critérios técnicos aplicáveis
  • minutas, declarações e informações do incorporador

Registro de incorporação não é aprovação de projeto

A aprovação municipal verifica o projeto segundo as regras urbanísticas e edilícias locais. O registro de incorporação é realizado no Registro de Imóveis e examina o conjunto documental exigido para a incorporação. Uma etapa não substitui a outra.

Também não se confunde com a posterior averbação da construção ou com a instituição definitiva do condomínio. Cada ato possui finalidade e momento próprios.

Por que preparar cedo

A documentação utiliza dados produzidos por arquitetura, engenharia, área jurídica, contabilidade e gestão do empreendimento. Se essas frentes forem tratadas isoladamente, divergências costumam aparecer apenas perto do protocolo.

Começar a compatibilização com antecedência permite identificar diferenças de nomenclatura, áreas, vagas, matrículas e destinações quando ainda há espaço para corrigir a origem da informação.

Próximo passo

O ponto de partida é avaliar a matrícula, o projeto aprovado ou em aprovação, o modelo do empreendimento e a documentação disponível. A partir disso, cria-se uma matriz de pendências, responsáveis e dependências. A lista final deve considerar a legislação vigente, as normas da corregedoria competente e a qualificação do cartório.

Fontes normativas

Materiais para aprofundar

Análise inicial

Organize seu empreendimento antes do protocolo.

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